Dá uma Olhadinha...

     O fim de ano tá aí e a maioria dos jovens do Brasil vai prestar algum vestibular, seriado ou similar em breve. Contudo, é notório o nível da falta de interesse destes mesmos jovens em relação à situação do país. Seja no campo político, no social ou na economia, alheios estão e, ao que me parece, alheios continuarão se não mudarem sua postura. Todavia, é necessário abrir os olhos e enxergar o futuro. Mas pra enxergar lá na frente, é preciso entender o presente e, consequentemente, relembrar o passado...

    Esse Brasil, o meu, o seu, é o mesmo do José, do Alencar, o mesmo do Machado. É o mesmo do Gil, do Tom e do Jobim. Não é diferente do Brasil do Chico, do Fernando nem do Henrique. É a nação que varreu, com a vassourinha do Jango, a nova Capital Federal do Juscelino em direção ao Sertão. Sertão grande, ou Grande Sertão: Veredas , como nos diria o companheiro Guimarães. Mas Brasil, mostra tua cara! Qual é o teu negócio? Bem, um Estado que ficou independente pelas próprias mãos do Príncipe Regente Metropolitano deve ter muitas caras. Sim, muitas caras. Caras-pintadas clamando pelas Diretas Já; e o povo incrédulo de ver o caixão do Tancredo. Cena que chocou milhões, Senna no caixão em pleno domingo. No mesmo ano, Galvão já gritava o Tetra, preparando a garganta pra soltar o verbo no Penta.

    Tá vendo? Cada brasileiro, mesmo que no mais perfeito anonimato, ajudou a construir um pedacinho da nossa história e deixou o seu legado. Cabe a nós, todos nós, continuar o que esses gênios um dia fizeram. Não dá pra ficar aqui parado, vendo as coisas acontecerem. O tempo do Cazuza não para; o nosso também não. Pode ser que o amanhã do Renato nunca chegue. Assim fica o meu apelo: levanta a cabeça; vai a luta; luta pelo que é seu! Continua o que o Cabral, em 1500, começou. Muda essa atitude, sai da caverna e vamos levar o Brasil ao topo do mundo. Eu sei que não dá pra mudar o passado, mas se a gente quiser, e fizer acontecer, vai dar pra mudar o futuro.

 

Autor: Raul Guarini

P.S.: Texto dedicado a Mariana Lanna, fonte

de inspiração pra tudo escrito aí em cima.

 

Posterous theme by Cory Watilo