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Me and Myself...

Enquanto aluno e professor, sempre acreditei que aulas de inglês são pra gente aprender ou ensinar inglês. De fato, são. Entretanto, descobri mais uma utilidade: DESENHAR. Esse desenho aí foi rascunhado na aula do MEC 3 de hoje e terminado em casa. Não, não ficou muito bem feito, mas até que ficou criativo... 

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O Dia Chegou - Parte I

João corria como se sua vida dependesse disso. E, de fato, dependia. A rua era escura e o cansaço já não lhe garatia uma boa visão. Mas ele conhecia o caminho. Não era a primeira vez que passava por aquelas vielas. Infelizmente. O pesado objeto em suas mãos era de suma valia. Se sentia orgulhoso de transportá-lo. A rua, vazia às quatro da manhã, exalava um odor úmido e nojento mas João sabia que era o único modo... o único meio. De fato, os fantasmas dos passado um dia sempre voltam pra nos assombrar. João lembrava-se do porque estar fazendo tudo aquilo e meditava. Podia repetir cada palavra da conversa que tivera anos antes com o homem que esperava por ele, em uma esquina mais a frente, naquela mesma rua, naquela mesma noite: 

- Não quero nada em troca. Digamos que ficas me devendo favor. - Foi o que disse, anos antes, o homem que esta noite esperava João. 

- Vamos!! Você me prestou grande auxílio. Preciso retribuir-te. - Retrucava João deveras consternado. 

- Bem, se é assim... um dia, e talvez este dia nunca chege, vou precisar da sua ajuda. E você me ajudará sem pensar nas consequências. 

João concordou incondicionalmente, um tanto quanto apreensivo.

O dia chegou... 

O vento frio levou para longe as lembraças daquela maldita noite da cabeça de João. Ele precisava se apressar. O horário marcado para a entrega do objeto estava ficando mais próximo. Sabia que não tinha o direito de se atrasar. Também não tinha coragem para tal... 

João chegou no local combinado. Ainda tinha alguns segundos para não dizer que estava atrasado. Contudo, isto não lhe preocupava. O que deveras deixava-o intrigado era o fato de que o homem que deveria estar naquela esquina não estava. ELE! Que nunca se atrasava. 

Nestes momentos, em algum outro lugar da cidade, não muito longe dali, um outro homem, velho, careca, com voz rouca limpava a cena do crime. No chão, o corpo do homem que João deveria encontrar. João não o viu naquela noite e também nunca mais tornaria a vê-lo.  

(Continua nos próximos posts...)

 

Conselhos dos Meus Mestres...

"Os pequenos detalhes dizem muito sobre nós mesmos" disse uma vez em um de seus inúmeros memoráveis keynotes, o mestre Steve Jobs. "Somos o que comemos" disse certa vez um nutricionista. Vou além: somos o que escrevemos. 


O ato de se comunicar data de muito antes da sistematização da linguagem. Não há nada melhor do que expressar suas ideiase receber um feedback. Contudo, conversas podem ser esquecidas, até mesmo recontadas. Já a escrita, não. O que está escrito, está feito, não há como mudar. Isto é o mais belo. A escrita está fadada à eternidade. Poucos priveligiados chegaram a conversar pessoalmente com Machado de Assis, por exemplo (eita, inveja!!). Entretanto, quem nunca intrigou-se com a eterna dúvida do adultério de Capitu ou se deliciou com as Memórias Póstumas do "Mulato Sabido"? Mas, CUIDADO, caro leitor!!! Se o texto não é bom, fica pra sempre ruim. Por exemplo, se este post ficar ruim, vai ficar pra sempre, até porque editar o blog é sempre bem chato. De novo, nada a se fazer. Como diz minha querida vovó, "prudência e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém"; como bom neto que sou, acato o conselho, complementando-o: ousadia também não.

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Pra acabar isso aqui (não que delinear algumas magras linhas seja de todo ruim, é até coisa que distrai um pouco da eternidade, mas o tempo não para nem pra mim nem pro Cazuza!), não sei bem se o Léo Jaime ainda vai encontrar a fórmula do amor e muito menos se vou encontrar a da boa escrita. Não obstante, fica a dica: escreva o que sente, o que pensa, mas cuidado pra não ferir o papel, e nem as pessoas. Ah, quer saber? Fazes o que tu queres, pois é tudo da lei!  

Texto dedicado ao amigo, professor e companheiro Héder Peixoto que tanto contribui com esses escritos.

De Volta Pra Minha Terra

    Após nada mais, nada menos, do que 30 horas entre voos e conexões, TO DE VOLTA PRA MINHA TERRA. Viajar é muito bom, mas chega uma hora que a saudade da família, amigos, cachorros, papagaios e periquitos aperta. Na última semana só pensava em voltar...

   -Seu voo foi cancelado, Mr. Riva - foi o que me falaram em Sydney.

   - Mas como? Vou ficar aqui? Ainda tenho mais 3 voos hoje!! Vou perder todos! - argumentei, obviamente sem sucesso.

   - Infelizmente, não podemos fazer nada. - a balconista retrucou.

   Graças a Deus, consegui um voo pra Nova Zelandia e de lá pra terrinha "de los hermanos chilenos", Santiago. Aeroporto lindo; no meio da Cordilheira dos Andes. Dali mais 4 horinhas e "estamos aterrizando em São Paulo" dizia Pablo González, Capitão do voo LA 752. E eu? Nem acreditava que estava de volta, depois de quase 180 graus no globo terrestre. 

    Como diria Gugu Liberato, DE VOLTA PRA MINHA TERRA!!!

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Posterous theme by Cory Watilo