- Oi, quanto custa essa bala?- diz um menino bem novinho dentro de um bar.
- Essa é dois reais.
- E essa outra?
- Essa é mais barata. É um e cinquenta.
- Ah, tá. Mas e aquela ali do cantinho? Quanto custa?
- Uhnn... dexa ver... ah, essa é um real.
- Nossa! E aquela perto do chocolate?
- Aquela são três balas por dez centavos. Não me diga que você quer comprar bala e não tem nem dez centavos hein! Menino folgado! Fica perguntando preço de tudo e não compra nada! E eu aqui: trabalhando o dia todo pra ganhar uma merreca. Eu não mereço isso não... e ainda por cima aparece esse pessoal que não chove nem molha! Anda, anda! Se não vai comprar nada, pode ir embora!!
- Mas moça...
- Nem mas nem menos. Vamos, rápido! Ou oito ou oitenta.
- Dexa eu fa...
- Dexo você falar nada! Anda! Vai saindo!!
- Por favor me escuta moça: eu não quero comprar nada não.
- Então, vai saindo, menino folgado!
- Me escuta!! Não precisa ser mal educada. O que aconteçe é que meu pai, aquele moço ali fora, olhando a gente é meu pai. Ele pediu pra eu vir aqui ver como estão os preços e o atendimento.
- Ahn... bem... uhnn... ãnn... você é filho do Seu Carlos?
- Ahaam... ele é o dono aqui. E você, trabalha aqui? – perguntou o ingênuo menino.
- Bem, acho que trabalhava...
Em primeira mão, o blog Mundo de Raul apresenta o sucessor de Mike do Mosqueiro:
Foram fazer uma cola de matematica na carteira... mas não deu muito certo não.