"Os pequenos detalhes dizem muito sobre nós mesmos" disse uma vez em um de seus inúmeros memoráveis keynotes, o mestre Steve Jobs. "Somos o que comemos" disse certa vez um nutricionista. Vou além: somos o que escrevemos.
O ato de se comunicar data de muito antes da sistematização da linguagem. Não há nada melhor do que expressar suas ideiase receber um feedback. Contudo, conversas podem ser esquecidas, até mesmo recontadas. Já a escrita, não. O que está escrito, está feito, não há como mudar. Isto é o mais belo. A escrita está fadada à eternidade. Poucos priveligiados chegaram a conversar pessoalmente com Machado de Assis, por exemplo (eita, inveja!!). Entretanto, quem nunca intrigou-se com a eterna dúvida do adultério de Capitu ou se deliciou com as Memórias Póstumas do "Mulato Sabido"? Mas, CUIDADO, caro leitor!!! Se o texto não é bom, fica pra sempre ruim. Por exemplo, se este post ficar ruim, vai ficar pra sempre, até porque editar o blog é sempre bem chato. De novo, nada a se fazer. Como diz minha querida vovó, "prudência e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém"; como bom neto que sou, acato o conselho, complementando-o: ousadia também não.
Pra acabar isso aqui (não que delinear algumas magras linhas seja de todo ruim, é até coisa que distrai um pouco da eternidade, mas o tempo não para nem pra mim nem pro Cazuza!), não sei bem se o Léo Jaime ainda vai encontrar a fórmula do amor e muito menos se vou encontrar a da boa escrita. Não obstante, fica a dica: escreva o que sente, o que pensa, mas cuidado pra não ferir o papel, e nem as pessoas. Ah, quer saber? Fazes o que tu queres, pois é tudo da lei!
Texto dedicado ao amigo, professor e companheiro Héder Peixoto que tanto contribui com esses escritos.
É sempre bom colocar as mixagens em dia, né?
Após nada mais, nada menos, do que 30 horas entre voos e conexões, TO DE VOLTA PRA MINHA TERRA. Viajar é muito bom, mas chega uma hora que a saudade da família, amigos, cachorros, papagaios e periquitos aperta. Na última semana só pensava em voltar...
-Seu voo foi cancelado, Mr. Riva - foi o que me falaram em Sydney.
- Mas como? Vou ficar aqui? Ainda tenho mais 3 voos hoje!! Vou perder todos! - argumentei, obviamente sem sucesso.
- Infelizmente, não podemos fazer nada. - a balconista retrucou.
Graças a Deus, consegui um voo pra Nova Zelandia e de lá pra terrinha "de los hermanos chilenos", Santiago. Aeroporto lindo; no meio da Cordilheira dos Andes. Dali mais 4 horinhas e "estamos aterrizando em São Paulo" dizia Pablo González, Capitão do voo LA 752. E eu? Nem acreditava que estava de volta, depois de quase 180 graus no globo terrestre.
Como diria Gugu Liberato, DE VOLTA PRA MINHA TERRA!!!
